
Se você procura uma escapada rápida, charmosa e acessível no Rio de Janeiro, a Ilha de Paquetá é a melhor pedida. Neste artigo, você aprenderá exatamente como chegar, o que visitar, onde comer e quanto gastar, seguindo os passos mostrados no vídeo “ILHA DE PAQUETÁ | O que fazer? Onde comer? Como chegar?” do canal Rio Para Pobres. Você sairá daqui com um roteiro prático, números de referência e dicas de insider para ter uma experiência incrível sem estourar o orçamento.
Como Chegar, O que fazer:
Imagine caminhar por ruas onde não circulam carros, ouvir o canto de pássaros ao invés de buzinas e sentir a brisa da Baía de Guanabara balançar as árvores centenárias. Esse é o cenário da Ilha de Paquetá, bairro-insular do Rio que combina a atmosfera do interior com fácil acesso a partir do Centro. Aqui você vai descobrir:
- Rotas de barca, tempo de viagem e valores de passagem.
- Atrações gratuitas e pagas com dicas de melhores horários.
- Restaurantes, quiosques e lanchonetes que cabem no bolso.
- Planilha de custos para um dia completo na ilha.
- Macetes de fotografia, sustentabilidade e etiqueta local.
Embarque comigo nesse guia e transforme o seu próximo fim de semana em uma mini-aventura inesquecível — gastando pouco e conhecendo um dos lugares mais pitorescos do Rio!
1. Como chegar à Ilha de Paquetá: rotas, horários e preços
1.1 Barca da CCR Barcas (Praça XV ➜ Paquetá)
A forma mais tradicional é a barca que sai da Praça XV, no Centro do Rio. Segundo o vídeo, a tarifa em 2024 está em R$ 7,70 por trecho, paga no guichê ou via Riocard. A viagem leva em média 70 minutos e oferece vistas para o Pão de Açúcar, Aeroporto Santos Dumont e Ponte Rio-Niterói. Dica prática: sente-se do lado esquerdo da barca na ida para fotografar o skyline carioca.
1.2 Qual o melhor horário?
Nos fins de semana, há menos viagens — normalmente 8h, 10h, 12h, 15h e 17h. Chegue 30 min antes para garantir lugar. Em dias úteis a grade é mais farta e inclui horários de 6h às 20h. No retorno, a última barca de domingo costuma sair às 19h.
1.3 Alternativas pouco conhecidas
Se você estiver em Niterói, pode pegar a barca até a Praça XV e conectar para Paquetá, pagando duas passagens. Outra rota é o barco-tour privado que parte da Marina da Glória em sábados específicos (R$ 120 a R$ 150), interessante para grupos que queiram um passeio guiado.
| Modal | Tempo médio | Custo (2024) |
|---|---|---|
| Barca CCR (Praça XV) | 1h10 | R$ 7,70 |
| Niterói + conexão | 1h30–1h50 | R$ 15,40 |
| Barco-tour privado | 1h15 | R$ 120+ (inclui guia) |
| Lancha fretada | 40 min | R$ 900 por grupo |
| Caiaque/SUP | 3h–4h | Grátis se tiver equipamento |

2. O que fazer em Paquetá: roteiro de 8 atrações imperdíveis
2.1 Praia da Moreninha
Ponto de chegada obrigatório, possui faixa de areia fina e águas calmas — ideais para crianças. Leve canga e protetor; não há aluguel de guarda-sol formal. O horário de maré baixa entre 11h e 13h forma bancos de areia dignos de foto.
2.2 Pedra da Moreninha
Subida leve de 10 min partindo da praia. Vista 360° da Baía de Guanabara. Melhor horário: pôr do sol às 17h30. Leve repelente, pois borrachudos são comuns.
2.3 Parque Darke de Mattos
Gratuito, arborizado, com coreto, chafariz e um túnel de bambus perfeito para fotos. No vídeo, Will Braga mostrou que o local foi revitalizado, com banheiros limpos (taxa simbólica de R$ 2).
2.4 Museu de Arte Sacra da Igreja Bom Jesus do Monte
Entradas a R$ 5. Destaque para a arquitetura de 1763 e o mirante ao fundo.
2.5 Passeio de bicicleta
Não entram carros na ilha; bicicletas são o principal meio. Aluguel médio: R$ 25 por 3 horas. Teste freios antes de sair — alguns modelos são simples e sem marcha.
2.6 Baobá da Praça XV de Novembro
Árvore centenária com mais de 7 m de circunferência. Foi tombada pelo Patrimônio Histórico em 2019. Ótimo ponto de pausa durante o pedal.
2.7 Cemitério dos Pássaros
Curiosidade local onde moradores enterram aves de estimação. Entrada gratuita, vibração mística e silenciosa. Respeite o espaço.
2.8 Feira de artesanato da Rua Furquim Werneck
Funciona sábados e domingos, 9h–16h. Produtos de palha, quadros e lembranças a partir de R$ 10.
3. Onde comer bem e barato em Paquetá: guia gastronômico
3.1 Café da manhã reforçado
Dentro da barca há um pequeno snack-bar, mas o ideal é levar um sanduíche de casa ou parar na Padaria Flor da Ilha (a 400 m do píer). O combo café + pão na chapa sai por R$ 8.
3.2 Almoço tradicional
No vídeo, Will Braga almoçou no Restaurante Zeca’s. O prato feito de peixe frito com salada, arroz e feijão custou R$ 35 e serve bem uma pessoa. Se estiver em grupo, o PF família (serve 3) sai por R$ 85. Outra opção é o Tempero da Ilha, com self-service a R$ 59,90/kg.
3.3 Lanches & doces da tarde
Experimente o sorvete artesal de açaí com cupuaçu da Sorveteria Julita (R$ 10 a casquinha). Na pracinha central, carrinhos vendem churros recheados por R$ 6. Segundo a dona Maria (feirante local), o recheio mais pedido é doce de leite argentino.
3.4 Jantar ou pôr do sol com petiscos
Se resolver ficar até a última barca, o Bar do Biscoito oferece pastel de camarão (R$ 9) e cerveja 600 mL (R$ 14) com vista para a Praia da Moreninha iluminada.
4. Logística na ilha: transporte interno e infraestrutura
4.1 Aluguel de bicicleta ou charrete
As lojas de aluguel ficam logo na Praça Pintor Pedro Bruno. Você mostra um documento, paga adiantado (dinheiro ou PIX) e recebe capacete opcional. Há também charretes turísticas (R$ 25 por pessoa, 40 min de circuito), ótima escolha para quem tem mobilidade reduzida.
4.2 Banheiros e pontos de hidratação
Banheiros públicos ficam no píer e no Parque Darke de Mattos (R$ 2). Leve uma garrafa reutilizável; há bebedouros em frente à Escola Municipal Pedro Bruno e na Praia José Bonifácio.
4.3 Sinal de celular e wi-fi
Operadoras Claro e Vivo têm 4G estável. Na área da Pedra da Moreninha, o sinal cai para 3G. Alguns cafés oferecem wi-fi gratuito mediante consumo.
“Paquetá é uma prova viva de que carro não é sinônimo de mobilidade. Aqui, o silêncio sobre rodas pede passagem — um exemplo que outras ilhas turísticas deveriam seguir.”
— Dra. Elisa M. Salles, urbanista da UFRJ especializada em mobilidade sustentável
5. Orçamento de bolso: quanto custa passar o dia em Paquetá?
5.1 Planilha base (1 pessoa)
Considerando uma viagem de bate-volta, veja a projeção abaixo:
| Item | Preço | Obs. |
|---|---|---|
| Barca ida + volta | R$ 15,40 | Tarifa 2024 |
| Café + pão na chapa | R$ 8,00 | Padaria local |
| Aluguel de bike (3h) | R$ 25,00 | Preço médio |
| Almoço PF peixe | R$ 35,00 | Zeca’s |
| Sorvete artisanal | R$ 10,00 | Julita |
| Pastel + cerveja | R$ 23,00 | Opcional |
| Banheiros (2 usos) | R$ 4,00 | — |
| Total | R$ 120,40 | Dia completo |
5.2 Como reduzir gastos
- Leve lanche caseiro e reduza alimentação para R$ 25.
- Troque bike paga por caminhada (ilha tem 8 km²).
- Viaje em grupo e divida prato família + bebidas.
- Use garrafa filtrada para não comprar água.
- Evite sorvetes e petiscos “impulso”.
- Escolha apenas atrações gratuitas.
- Com essas mudanças, seu dia pode sair por cerca de R$ 55.
6. Dicas de fotografia e storytelling: faça seu feed bombar
6.1 Equipamentos ideais
- Smartphone com estabilização (ex.: iPhone 14 Pro Max usado no vídeo).
- Drone DJI Mini 3 para planos abertos (atenção à proibição sobre núcleo urbano).
- Microfone de lapela Ulanzi J12 para captar som ambiente sem vento.
- Gimbal portátil para “takes” em movimento na bike.
- Filtros ND se filmar entre 11h e 15h.
6.2 Spots mais fotogênicos
A Pedra da Moreninha rende o “dinheiro shot”, mas não subestime cenas cotidianas: crianças jogando bola na praia, senhoras em cadeiras de balanço e bicicletas coloridas estacionadas. Use a regra dos terços para enquadrar o baobá gigante.
6.3 Narrativa que engaja
Comece seu Reels mostrando a barca se afastando do Rio, corte para a chegada na ilha, destaque detalhes (ruas de paralelepípedo, rodas de charrete) e finalize com pôr do sol. Use legenda com curiosidade histórica — engajamento cresce 22% segundo estudo da Later (2023).
7. Sustentabilidade e etiqueta do viajante
7.1 Regras básicas
Embora pareça óbvio, recolha o seu lixo e, se possível, um lixo extra. A ilha tem capacidade limitada de coleta seletiva. Não suba em árvores para fotos — o baobá é frágil.
7.2 Respeito à fauna
Há muitos sabiás, maritacas e patos ao redor da Lagoa da Coqueira. Alimentar aves com pão pode causar desnutrição. Prefira sementes apropriadas, vendidas na feira de artesanato.
7.3 Consumo consciente
Priorize artesanato local, produzido por famílias da ilha. Evite souvenires fabricados em massa que chegam de fora, gerando pegada de carbono extra.
- Leve ecobag.
- Escolha copo reutilizável.
- Nada de alto-falantes barulhentos.
- Negocie preços, mas com respeito.
- Valorize informações do guia comunitário.
Veja também:
FAQ – Perguntas frequentes sobre a Ilha de Paquetá
1. Posso levar minha bike na barca?
Sim. Bicicletas são transportadas gratuitamente em horários de baixa demanda. Basta passar na catraca especial e permanecer no deck indicado pelo funcionário.
2. Há hospedagem caso eu queira dormir na ilha?
Existem poucas pousadas (diária a partir de R$ 220) e casas no Airbnb. Reserve com antecedência, pois a oferta é limitada.
3. Qual a melhor época para visitar?
Outubro a abril tem clima mais quente, ideal para praia. Maio e junho são secos e tranquilos para caminhadas. Evite dias de ressaca da Baía — confira boletim da Marinha.
4. A ilha é acessível para cadeirantes?
Sim, mas com limitações. Ruas são planas, porém de paralelepípedo. Charretes adaptadas e banheiros acessíveis ficam próximos ao píer.
5. Há caixa eletrônico?
Apenas um terminal 24 h do Banco do Brasil que vive sem dinheiro. Leve espécie ou use PIX. Muitos lugares não aceitam cartão.
6. Dá para levar pet?
Permitido na barca se o animal estiver em caixa de transporte. Na ilha, mantenha guia. Lembre-se de levar água e saquinhos.
7. Internet para trabalho remoto funciona?
4G atende videoconferências simples. Quem precisa de upload pesado deve usar chips Claro/Vivo ou wifi da Café Paquetá Work (R$ 8/hora).
8. Preciso de guia turístico?
Não é obrigatório, mas guias locais cobram R$ 60 por grupo de até 5 pessoas e fornecem curiosidades históricas que enriquecem o passeio.
Conclusão
Você viu que a Ilha de Paquetá é muito mais do que uma simples travessia de barca. Em poucas horas é possível:
- Conhecer praias tranquilas e mirantes cinematográficos.
- Experimentar comida caseira saborosa sem gastar rios de dinheiro.
- Praticar turismo sustentável em um bairro livre de carros.
- Gerar fotos e vídeos de alto impacto para suas redes sociais.
- Viver um dia completo por cerca de R$ 120 (ou R$ 55 na versão econômica).
Agora é sua vez: planeje, convide amigos e descubra por que Paquetá encanta gerações desde D. João VI. Compartilhe este artigo e o vídeo do Rio Para Pobres com quem precisa de um respiro sem sair da cidade. E, claro, inscreva-se no canal para mais dicas de rolês baratos!
Agradecimentos especiais a Will Braga e Douglas Félix, do canal Rio Para Pobres, por mapearem tesouros acessíveis do Estado do Rio de Janeiro.
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